Entrevista a: Mário Amaral a a a
Nome?
Mário Amaral
Idade?
30 anos
Com
que idade começaste a jogar basket?
13 anos
Tens
algum familiar que jogue ou que tenha jogado basquetebol?
Não
Porque
é que te decidiste pelo basket, em vez de outro desporto?
Porque tinha algum jeito, e sempre fui uma pessoa de
desportos colectivos.
Foi
fácil a tua integração no Scalipus Clube de Setúbal?
Na altura o clube vivia uma
fase completamente diferente da actual, com mais, muitas mais dificuldades em
termos financeiros de apoios e até de visibilidade, mas foi tão fácil a
integração que ainda hoje a prova disso é o “ núcleo duro da equipa de Seniores
“ ser essa mesma geração de a mais de 10 anos.
Já tentaste ler artigos ou notícias que te
possam ajudar a evoluir como jogador?
Claro que sim, ”
consumo basquetebol 24h \ 24h “.
Qual foi o teu melhor momento na época
passada? Porquê?
O começar a tirar o “ pó “
das botas, e o poder 10 anos mais tarde
poder voltar a competir e com o privilégio de o partilhar com os colegas “ de
sempre “ e com gerações mais novas, algumas que ainda treinei 1 época ou 2.
O
que tem mais valor para ti. Marcar um triplo ou fazer uma assistência? Porquê?
Sempre fui um jogador de
equipa, nunca invalidou que fizesse os meus pontinhos nos jogos mas sempre fui
“ ensinado e educado “ que primeiro que tudo está a EQUIPA, se sempre for assim
logicamente que TODOS individualmente vão sobressair de uma forma positiva,
portanto assistência sem dúvidas.
O
que te faz mais feliz dentro do campo?
Neste momento poder
partilhar a adrenalina, a competição, 10 anos depois, com alguns colegas novos,
e outros com que iniciei o desafio do basquetebol e a minha formação enquanto
jogador, o voltar a vestir a “ camisola laranja “ passados tantos anos, é sem
dúvida um grande motivo de orgulho e felicidade.
O
que significam para ti os teus colegas de equipa?
Tudo, dentro e fora do campo, porque a amizade, o
companheirismo e a cumplicidade transbordam para fora das 4 linhas, em qualquer
altura ou momento.
Qual é o teu maior sonho?
Neste momento, que a equipa
de Seniores seja uma referência para a formação, que seja um ponto de partida,
para que os mais de 170 atletas do clube, tenham ambições, objectivos, e saibam
que ali existe algo que é para eles, e que para isso é necessário trabalhar
MUITO.
Qual é o jogador/a português na tua posição e
da tua geração que mais gostas de ver jogar? Porquê?
Cresci a ver jogar o Carlos
Lisboa, o Jean Jacques, o Carlos Seixas, Pedro Miguel, o Mike Plowden, o
saudoso Paulo Pinto, Jared Miller, apesar de nem todos Portugueses, eram
referências e atletas de GRANDE QUALIDADE a jogar na nossa Liga.
Qual
é a jogador/a estrangeira que mais admiras e que mais gostas de ver jogar?
Neste momento confesso que estou mais virado
para o basquetebol universitário americano, em termos de NBA não tenho grandes
referências actualmente, não me cativa, em termos europeus existem muitos
atletas que admiro.
Se
pudesses escolher um jogador Português para defrontar em 1x1 quem
escolherias?
Não escolheria nenhum, não
gosto de perder nem a feijões, mas tive o prazer recentemente de jogar contra
um atleta que vi jogar ao mais alto nível e foi um privilégio tremendo, o
Nelson Cunha ( Illiabum ; Portugal Telecom ; etc ) e o Nuno Manarte ( Ovarense
).
Se
pudesses escolher um jogador estrangeiro para defrontar em 1x1 quem
escolherias?
A mesma responder que a
anterior, como não gosto de perder nem ao berlinde, acho que me deixava estar
sossegado no meu cantinho para não passar vergonhas nesta idade eheh.
Quais
são os teus hobbies além do basket?
Complicado, o basquetebol
ocupa grande parte dos meus dias, por prazer e paixão mesmo, mas sem dúvida que
gosto de ouvir a minha música, estar com amigos, ver um filme, o normal de
todos nós.
Achas
que o basket te tira tempo de estudo?
Não se põe essa questão no
meu caso, mas, tenho uma opinião muito própria sobre esse assunto, e penso que
é tudo uma questão de organização de tempo, existe tempo para tudo é preciso é
saber gerir, o desporto, tal como tantas outras coisa é FUNDAMENTAL ao
crescimento das crianças e infelizmente hoje em dia continua a ser uma forma de
castigar as crianças, que não me parece que faça nenhum sentido, porque não os
telemóveis ? os facebooks ? as playstations? Etc etc….
Sentes que o tempo que dedicas ao basket é
recompensado?
Completamente desde muitos anos
para cá, é um prazer e paixão que estimulo TODOS os dias.
Que
marca de botas mais gostas de usar?
Nike.
Que
posição mais gostas de jogar?
Interessa é jogar, onde quem quer seja, o importante é
estar lá dentro e poder contribuir de alguma forma.
Já
tiveste algum momento engraçado num jogo? Qual?
Tantos momentos, mais
recentemente de há 10\12 anos para cá como treinador, gosto de os guardar para
mim como recordações de toda uma vivência desportiva.
E
triste?
Tantos momentos, mais recentemente de há 10-12 anos para
cá como treinador, gosto de os guardar para mim como recordações de toda uma
vivência desportiva.
O
que pensas do basquetebol em Portugal? E no nosso distrito?
Enquanto não existir uma
profunda alteração no nosso basquetebol nacional, iremos continuar a ver a
nossa modalidade a perder terreno para outras, quer a níveis de quadros
competitivos, quer de própria organização Federativa e Associações, tal como em
tudo neste País, os interesses continuam a ser mais importantes que a
modalidade e os praticantes, enquanto assim for a nível Nacional o nosso
basquete continuará a sua queda vertiginosa.
O
que dirás aos mais pequenos que queiram começar agora no basquetebol?
Divirtam-se a treinar, a jogar, absorvam ao máximo toda a
informação que os treinadores vos passam e acima de tudo não deixem de ter
prazer em praticar esta modalidade, não descuram o fundamental que são os estudos.
Para
finalizar uma citação preferida.
Não é o número de vezes que defendemos bem que faz a
diferença mas sim o número de vezes que não o fazemos. A boa defesa permite as
melhores oportunidades de ataque.
Dean Smith - Treinador Norte americano de Basquetebol
Mario Forte (2012-12-05)
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